A APHP assinou, no passado dia 11 de novembro, um Protocolo entre Associações de Doentes e Instituições Privadas, para garantir e melhorar o Acesso aos Cuidados de Saúde.
Privados e associações de doentes assinaram a 11/11/2020 pelas 11h00, na sede nacional da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM), na rua Zófimo Pedroso, em Lisboa um protocolo para melhorar acesso aos cuidados de saúde.
Os parceiros defendem a “disponibilização de um contacto telefónico que assegure a triagem clínica” ao qual os doentes possam recorrer “em caso de agravamento da doença” e a criação de “formas de comunicação de acesso digitais seguras do doente” por parte dos hospitais.
Os membros do Conselho Estratégico Nacional da Saúde da CIP e 74 associações de doentes assinaram esta quarta-feira um protocolo de entendimento que estabelece 13 medidas para garantir e melhorar o acesso aos cuidados de saúde. O documento prevê medidas de implementação imediata para a retoma urgente dos cuidados de saúde aos doentes.
Entre os objetivos desta iniciativa está a promoção da “humanização dos cuidados de saúde e aproximar os cuidados de saúde dos cidadãos”, a criação da “interoperabilidade digital em prol da melhoria do acesso e otimização de recursos”, a promoção da “ligação e aprofundar a relação entre instituições de saúde e doentes”, a garantia da “qualidade e segurança dos serviços de saúde” e a contribuição “para o cumprimento dos tempos máximos de resposta garantidos”.
Três das 13 medidas são: a “criação de um plano de recuperação específico” para o acesso aos cuidados de saúde primários, a “criação de um Serviço de Apoio ao Doente” nas unidades de maior complexidade e dimensão e a garantia de acompanhamento através de um auxílio especial a idosos, segundo a informação divulgada pela CIP.
Ademais, pede-se a “disponibilização de um contacto telefónico que assegure a triagem clínica” ao qual os doentes possam recorrer “em caso de agravamento da doença” e a criação de “formas de comunicação de acesso digitais seguras do doente” por parte dos hospitais para evitar “deslocações desnecessárias”.
No âmbito deste protoloco, as farmácias, em colaboração com a distribuidoras, comprometem-se “a estudar mecanismos de suporte ao serviço de entrega de medicamentos ao domicílio pelas farmácias”, tendo em vista a possibilidade de o “utente encomendar e receber os seus medicamentos sem sair de casa”.
Já a indústria farmacêutica e dos dispositivos médicos responsabilizam-se pelo desenvolvimento de programas de apoio aos doentes “que permitam reforçar um serviço diferenciado, nomeadamente a possibilidade de administração de fármacos ao domicílio, a criação de plataformas online de apoio aos doentes” e de aplicações de monitorização de paramentos para permitir uma melhor adesão à terapêutica.
A cerimónia da assinatura foi igualmente transmitida por videoconferência. Assista aqui ao vídeo.