
Actualmente não há cura para a HAP, mas avanços na compreensão de como a doença se desenvolve significa que agora há tratamentos disponíveis que ajudaram a melhorar o prognóstico para os doentes com esta doença.
As principais opções de tratamento para os doentes com HAP são:
Tratamentos que são utilizados por rotina mas com pouca evidência de impacto positivo na progressão da doença
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Anticoagulantes como a varfarina, para responder às alterações trombóticas e potencial predisposição na microcirculação pulmonar para tromboses in-situ;
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Bloqueadores dos canais de cálcio (BCCs). Menos de 10% does doentes com HAPI beneficiam da terapêutica com BCCs. Este número é ainda mais baixo noutras formas de HAP. Os BCCs, se não forem utilizados nos candidatos adequados (doentes com vasorreactividade demonstrada durante o cateterismo cardíaco direito), podem diminuir o débito cardíaco e a resistência vascular sistémica sem qualquer melhoria na PAP e RVP e, consequentemente podem ser nocivos;
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Diuréticos, para o tratamento da falência cardíaca direita;
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Terapêutica com oxigénio, para manter a saturação do oxigénio > 90% em todas as ocasiões;
Tratamentos que foram estudados especificamente na HAP
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Antagonistas dos receptores da endotelina: a endotelina está envolvida na patogénese da HAP pelas acções na vasculatura pulmonar. A endotelina está elevada em doentes com HAP e os níveis de endotelina estão directamente relacionados com o grau da doença e com o prognóstico. Os antagonistas dos receptores da endotelina (AREs) são tratamentos orais que ou bloqueiam apenas o receptor ETA ou ambos os receptores ETA e ETB;
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Inibidores da fosfodiesterase 5: agentes orais que induzem relaxamento e efeito antiproliferativo nas células musculares lisas pela prevenção da redução dos níveis de GMPc.
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Análogos da prostaciclina: podem ser administrados por perfusão intravenosa contínua ou por perfusão subcutânea ou por um nebulizador intermitente. Até à presente data, os agentes orais mostraram efectividade limitada.
Em casos muito graves podem ser consideradas as opções cirúrgicas:
• Septostomia auricular por balão;
• Transplante cardíaco e pulmonar (a utilização de transplantes está condicionada ao número limitado de dadores de órgãos);
CENTROS DE TRATAMENTO
Os centros de tratamento autorizados para o seguimento em ambulatório de doentes adultos com diagnóstico de Hipertensão Arterial Pulmonar são:
1. Centro Hospitalar do Porto (Hospital de Santo António)
Morada: Largo do Prof. Abel Salazar, 4099-001 Porto
Telefone: 22 207 7500
Médico(a) especialista: Dr. Abílio Reis
2. Centro Hospitalar de São João (Porto)
Morada: Alameda Prof. Hernâni Monteiro, 4200-319 Porto
Telefone: 22 551 2100
Médico(a) especialista: Dr.ª Maria João Baptista
3. Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra
Morada: Praceta Prof. Mota Pinto, 3000-075 Coimbra
Telefone: 239 400 400
Médico(a) especialista: Dr.ª Graça Castro
4. Hospital Garcia de Orta
Morada: Av. Torrado da Silva, 2801-951 Almada
Telefone: 21 294 0294
Médico(a) especialista: Dr.ª Maria José Loureiro
5. Centro Hospitalar Lisboa Norte
Morada: Av. Prof. Egas Moniz, 1649-035 Lisboa
Telefone: 21 780 5000
Médico(a) especialista: Dr. Nuno Lousada
